quarta-feira, 28 de novembro de 2012

MEU TCC

UNOPAR

SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO

                            PEDAGOGIA: Valéria Cristina Schiavon

IMPORTÂNCIA DA LEITURA EM SALA DE AULA NO 3º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

Dedico este trabalho especialmente a Deus a aos meus pais que me ajudaram a concluir este sonho que tanto esperei em minha vida. Não é impossível realizar um sonho, basta acreditar nele.


AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus, aos meus pais e aos meus professores a oportunidade de ter concluído este curso. As minhas colegas de classe que me apoiaram nessa caminhada.

SCHIAVON, Valéria Cristina. A Importância da Leitura em Sala de Aula. 2012 nº 49 p.Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação – Pedagogia) – Sistema de Ensino Presencial Conectado, Universidade Norte do Paraná, Londrina, 2012.

 RESUMO

O estudo da importância da leitura em sala de aula realizado numa escola rural no município de Tamarana teve como objetivo refletir e compreender como as dificuldades de leitura acontecem, em razão dos alunos morarem longe da escola e a mesma ser o único espaço para o desenvolvimento da leitura. A pesquisa bibliográfica investigou grandes teóricos como Emília Ferreiro, Jean Piaget e Lev Vygotsky sobre o desenvolvimento e a aprendizagem da criança, suas fases ou período que abrange desde seu nascimento, durante a adolescência e o seu período escolar. Em seguida foi abordado assuntos referentes à leitura e a escola, a leitura em sala de aula, aquisição da leitura e suas dificuldades, a leitura e a prática do professor. Logo após iniciou-se a pesquisa de campo e sua análise, em seguida foram coletados dados das atividades da intervenção em sala de aula, a metodologia e os procedimentos utilizados para a verificação das dificuldades dos alunos, análise e discussão da intervenção e as considerações finais. Palavras – Chave: leitura, escrita, aprendizagem, escola, dificuldades.


 INTRODUÇÃO

O presente trabalho intitulado A Importância de Leitura em Sala de Aula no 3º ano do ensino fundamental, realizado em uma escola rural no município de Tamarana, vem constatar que algumas crianças não conseguem avançar em sua aprendizagem em leitura e escrita por não terem acesso a livros, em razão de morarem em assentamentos e sítios onde, a escola é o único espaço para o desenvolvimento da leitura. Ao desenvolver este estudo procurou-se identificar na sala de aula do 3º ano alunos que apresentassem algumas dificuldades tanto na leitura quanto na escrita, visando uma intervenção no processo de interpretação dos mesmos na linguagem oral e escrita. O objetivo principal proposto é que o aluno leia e entenda o que leu e saiba identificar os erros gramaticais e ortográficos de suas produções textuais.
Os objetivos específicos abrangem outras modalidades como: utilizar corretamente os parágrafos e pontuações, desenvolver a escrita de forma coerente onde a produção textual tenha na sua estrutura começo, meio e fim, compreender o que lê e escreve, interpretando não apenas como palavra escrita mas com significado.
 A problemática da pesquisa desenvolvida foi em razão de que os alunos têm dificuldades em leitura e a única oportunidade que eles têm no contato com os livros é na escola e nas aulas da hora do conto com o empréstimo de livros uma vez por semana. Para realizar o estudo das dificuldades em leitura, primeiramente buscou-se investigar como a criança se desenvolve e aprende para distinguir os procedimentos a serem desenvolvidos referentes à intervenção da leitura e escrita em sala de aula, e a visão dos teóricos em educação.
 A teoria de Emília Ferreiro concebe a criança como agente de seu desenvolvimento a partir da sua alfabetização. Na visão de Piaget a criança aprende por experiências do que por erros, por prazer do que pelo sofrimento, evoluindo de um estágio para outro no seu desenvolvimento biológico e cognitivo. Para Vygotsky a criança se desenvolve através de conceitos e do convívio social, está diretamente ligada aos estímulos que recebe culturalmente. Na aplicação da intervenção foram utilizadas atividades como: interpretação de texto, produção de texto individual e compartilhada, atividades ortográficas para verificar as hipóteses e conceitos que a criança identifica ao ler e escrever. Após a intervenção foi analisada a pesquisa de campo através de questionário sobre as dificuldades dos alunos, após a análise dos dados foi elaborado uma tabela com as respostas dos professores.
  O levantamento das informações bibliográficas foi pesquisado na internet, livros didáticos, livros específicos sobre a alfabetização, biblioteca digital, sites e blogs. O trabalho foi estruturado em três capítulos. No primeiro capítulo foram investigados os grandes teóricos sobre o desenvolvimento e a aprendizagem da criança, suas fases e períodos no campo intelectual, social e afetivo. O segundo capítulo abrange a leitura e a escrita como agentes da aprendizagem, a escola como facilitadora no processo ensino aprendizagem, as dificuldades do aluno em leitura e a prática do professor em buscar estratégia tanto nas tradicionais como nas novas tecnologias. No terceiro capítulo destaca-se a pesquisa de campo e sua análise, a intervenção nas atividades e sua discussão sobre as dificuldades e os resultados da mesma.
A contribuição teórica para o curso de pedagogia referente as dificuldades em leitura em sala de aula que servirão como suporte de pesquisa para os futuros estudantes de pedagogia e para os professores alfabetizadores do ensino fundamental. As disciplinas do curso de pedagogia vieram enriquecer os conhecimentos e dar a oportunidade de concluir este trabalho.

 1 DESENVOLVIMENTO E A APRENDIZAGEM DA CRIANÇA NA VISÃO DE GRANDES TEÓRICOS.

 1.1. EMÍLIA FERREIRO

 Para Emilia Ferreiro, o desenvolvimento da leitura e da escrita começa muito antes da escolarização. Desde que nascemos somos construtores de conhecimento, no esforço de compreendermos o mundo que nos rodeia. Levantamos problemas muito difíceis e abstratos e procuramos descobrir respostas para eles. Construímos objetos complexos de conhecimento, e o sistema de escrita é um desses objetos complexos que construímos. A autora estabelece duas distinçõe
1. Problema epistemológico fundamental: que estabelece uma distinção entre a construção de um objeto de conhecimento e a maneira pela qual fragmentos de informação são ou não incorporada como conhecimento. As crianças do meio urbano estão em contato com o material escrito e com ações sociais vinculadas a esse tipo de material. Ela afirma que “a construção de um objeto de conhecimento implica muito mais que mera coleção de informações. Implica a construção de um esquema conceitual que permite interpretar dados prévios e novos dados (isto é, que possa receber informação e transforma-la em Problema conhecimento)...”.
2. Distinção entre métodos ou procedimentos de ensino e o processo de aprendizagem. A autora afirma que “há uma série de passos ordenados antes que a criança compreenda a natureza de nosso sistema alfabético de escrita e que cada passo caracteriza-se por esquemas conceituais específicos, cujo desenvolvimento e transformação constituem nosso principal objeto de estudo”. “...as crianças levam em conta parte de informação dada e introduzem sempre ao mesmo tempo algo de pessoal
È um processo construtivo, dai é difícil julgar o nível conceitual de uma criança, considerando unicamente os resultados, sem levar em conta o processo de construção. Só a consideração conjunta do resultado e do processo permite-nos estabelecer interpretações significativas. A construção da leitura e da escrita tem uma lógica individual, embora aberta à interação social, na escola e fora dela. No processo a criança passa por etapas, com avanços e recuos até se apossar do código linguístico e dominá-lo. O tempo necessário para o aluno transpor cada uma das etapas é muito variável. Duas das consequências mais importante do construtivismo para a prática de sala de aula são respeitar as evoluções de cada criança e compreender que um desempenho mais vagaroso não significa que ela seja menos inteligente ou dedicada do que as demais. Outra noção que se torna importante para o professor é que o aprendizado não é provocado pela escola, mas pela própria mente da criança e, portanto elas já chegam ao seu primeiro dia de aula com uma bagagem de conhecimentos. De acordo com a teoria exposta em Psicogêneses da Língua Escrita, toda criança passa por quatro fases até que esteja alfabetizada: • Pré-silábica: não consegue relacionar as letras com o som da língua falada. • Silábica: interpreta a letra da sua maneira, atribuindo valor de sílaba a cada uma. • Silábico alfabético: mistura a lógica da fase anterior com a identificação de algumas sílabas. • Alfabética: domina, enfim, o valor das letras e sílabas. Com base nesses pressupostos, Emilia Ferreiro critica a alfabetização tradicional, porque julga a prontidão das crianças para o aprendizado de leitura e da escrita por meio de avaliações de percepção (capacidade de discriminar sons e sinais) e de motricidade (coordenação, orientação espacial, etc). Dessa forma dá-se peso excessivel do aspecto exterior da escrita (saber desenhar as letras) e deixarem-se de lado suas características conceituais, ou seja, a compreensão da natureza da escrita e sua organização. Para os construtivistas, o aprendizado da alfabetização não ocorre desligado do conteúdo da escrita. É por não levar em conta o ponto mais importante da alfabetização que os métodos tradicionais insistem em introduzir os alunos à leitura com palavras aparentemente simples e sonoras (como babá, bebê papa), mas que, no ponto de vista da assimilação das crianças, simplesmente não se ligam a nada. Segundo o mesmo raciocínio equivocado, o contato da criança com a organização da escrita é adiada para quando ela já for capaz de ler as palavras isoladas, embora as relações que ela estabelece com os textos inteiros sejam enriquecedores desde o início. A escrita da criança não resulta de simples cópia de um modelo externo, mas é um processo de construção pessoal, no sentido que inicialmente precisam compreender seu processo de construção e suas normas de produção, para Ferreiro “Ler não é decifrar, escrever não é copiar”. Para Ferreiro-Teberosky, (1985, p. 22).

A criança que procura ativamente compreender a natureza da linguagem que se fala a sua volta e que, é tratado de compreendê-la, formula hipóteses, busca regularidades, coloca a prova suas antecipações e cria a sua própria gramática (que não é simples cópia deformada do modelo do adulto, mas uma criação original). (FERREIRO; TEBEROSKY, 1985, p. 22).

 Emília Ferreiro é extremamente sincera ao afirmar: “A minha contribuição foi encontrar uma explicação segundo a qual, por trás da mão que pega o lápis, dos olhos que olham, dos ouvidos que escutam, há uma criança que pensa”. As ideias de Ferreiro uma das mais valiosas e recentes contribuições numa abordagem construtivista interacionista da aprendizagem é, integrar o conhecimento espontâneo da criança ao ensino, dando-lhe maior significado. Conhecendo o processo pelo qual as crianças constroem seu próprio sistema de leitura e escrita.

 1.1.1 Jean Piaget.

Jean Piaget revolucionou as concepções de inteligência e de desenvolvimento cognitivo, partindo de pesquisas baseadas na observação e em entrevistas que realizou com crianças. Interessou-se fundamentalmente pelas relações que se estabelecem entre o sujeito que conhece e o mundo que tenta conhecer. Considerou-se um epistemólogo genético porque investigou a natureza e a gêneses do conhecimento nos seus processos e estágios de desenvolvimento. Piaget não teorizou no vazio, ao contrário, buscou na vida cotidiana a materialidade capaz de dar as suas obras um caráter de verdade histórico. Segundo Jiron Matuí (1995, p. 62) Piaget considera que o homem é, “sujeito histórico na medida em que traduz sua organização biológica pelas ações própria da cultura na qual vive, a qual é, por sua vez, produto do homem enquanto sujeito histórico”. Na epistemologia genética a criança aprende captando habilidades pelos dedos das mãos e dos pés, para dentro de si, absorvendo habilidades e atitudes dos que a rodeiam, empurrando e puxando o seu próprio mundo. A criança aprende mais por experiência do que por erro, mais por prazer do que pelo sofrimento, mais pela experiência do que pela sugestão e mais pela sugestão do que pela direção, a criança aprende pela afeição, pelo amor, pela paciência, pela compreensão, por pertencer, por fazer e por ser. Sua teoria modificou a pedagogia tradicional que, até então, afirmava que a mente de uma criança é vazia, esperando ser preenchida pelo conhecimento. Ele afirma que as crianças são as próprias construtoras ativas do seu conhecimento, constantemente criando e testando suas teorias sobre o mundo. Piaget foi um interacionista convicto, e acreditava que a experiência ativa com o mundo é essencial para o crescimento cognitivo. Atribuía grande importância a maturação orgânica e a adaptação do sujeito ao meio em que vive. A assimilação progressiva do meio ambiente e uma acomodação das estruturas mentais para os novos conhecimentos. Sua teoria é dividida em período de acordo com o aparecimento das qualidades do pensamento. As principais características do desenvolvimento de cada período são: Período sensório motor (0 a 02 anos). • Conquista o universo por meio da percepção e dos movimentos. • O desenvolvimento físico ocorre de forma acelerada e é suporte para o aparecimento de novas habilidades (sentar, andar...). • Diferenciação progressiva entre o seu eu e o mundo exterior. • Por volta de um ano de idade, admite que o objeto continue a existir mesmo quando ela não o percebe (não está no seu campo visual) • Emoções primárias: escolha efetiva do objeto manifesta preferências. • Dois anos evolui de uma atitude passiva para uma atitude ativa e participante. • Repertório verbal usado de forma imitativa, sem o domínio do significado das palavras. • No aspecto afetivo, surgem os sentimentos interindividuais, o respeito que a criança nutre pelos indivíduos que ela julga superior, misto de medo e temor. Período pré-operatório (02 a 06 anos). • Aparecimento da linguagem oral por volta de 2 anos. • Possui esquemas de ações interiorizados, chamados de esquemas representativos e simbólicos, ou seja, esquemas que envolvam uma ideia preexistente a respeito de algo. • O pensamento pré-operatório indica, portanto, inteligência, capaz de ações interiorizadas, ações mentais, mas é chamado de pensamento egocêntrico (ou seja, centrado no ego no sujeito). • Animismo: este termo indica que a criança empresta “alma” ( anima, em latim) às coisas e animais atribuindo-lhes sentimentos e intenções próprio do ser humano. • Antropomorfismo ou atribuição de forma humana a objetos e animais. • As ações são internalizadas, mas não reversível. Período das operações concretas (07 a 11 ou 12 anos). • Início da construção lógica, isto é, a capacidade da criança estabelecer relações que permitam a coordenação de pontos de vista diferentes. • No plano afetivo, significa que ela será capaz de cooperar com os outros, de trabalhar em grupo e ter autonomia pessoal. • No plano intelectual surge uma nova capacidade: as operações, isto é, ela consegue realizar uma ação física ou mental dirigida para um fim (objetivo) e revertê-la para o início. • Inicia a capacidade de reflexão (pensar antes de agir). • Estabelece corretamente as relações da causa e efeito e de meio e fim. • Sequenciar ideias ou eventos. • Trabalhar com ideias sob dois pontos de vista. • Formar o conceito de números. • Campo afetivo: apresenta conflitos de tendência ou intenções (entre o dever e o prazer). • A criança adquire autonomia e organiza seus próprios valores morais (respeito mútuo, a honestidade, o companheirismo e a justiça). Período das operações formais (11 ou 12 anos em diante). • Passagem do pensamento concreto para o pensamento formal, abstrato, pois passa a dominar progressivamente, a capacidade de abstrair e generalizar, criar teorias sobre o mundo, principalmente sobre aspectos que gostaria de reformular. • Atinge o equilíbrio entre o pensamento e a realidade, quando compreende a importância da reflexão para a ação sobre o mundo real. • Quando à sua relação social: passa inicialmente, por uma fase de interiorização, ficando por certo período antissocial (adolescente). • Após essa fase, seu modo de pensar e de entender o mundo não se altera mais não qualitativamente e sim quantitativamente. Os conceitos básicos na teoria de Piaget são os esquemas: são estruturas mentais ou cognitivas às quais os indivíduos se adaptam e se organizam o meio. A criança quando nasce apresenta poucos esquemas. Os esquemas que ela possui são de natureza reflexa (sucção, preensão...). a medida que cresce seus esquemas muda continuamente e tornam-se mais refinados. O aumento na quantidade de esquemas e seu refinamento causam o desenvolvimento cognitivo.  Os processos responsáveis por essa evolução são: assimilação que é o processo cognitivo pelo qual uma pessoa integra um novo dado perceptual, motor ou conceitual nos esquemas ou padrões de comportamento já existente. A assimilação ocorre continuamente, pois o ser humano está sempre processando um grande número de estímulos e a acomodação que, diante de certas situações que geram conflito cognitivo o organismo é impelido a se modificar a se transformar para se ajustar às demandas impostas pelo ambiente. A acomodação pode ocorrer de duas formas: por intermédio da criação de novos esquemas ou da modificação de velhos esquemas, com o objetivo de assimilar um novo conceito. Dessa forma podemos dizer que os esquemas são construídos sobre experiências repetidas e refletem no nível atual do sujeito, de compreensão e conhecimento de mundo. O desenvolvimento cognitivo ocorre em função de constantes desequilíbrios e equilibrasses: equilíbrio é um estado de balanço entre assimilação e acomodação, o desequilíbrio é um estado de não balanço entre a assimilação e a acomodação. Ocorre em função de um conflito cognitivo e a equilibração é o processo de passagem do desequilíbrio para o equilíbrio. Piaget dividiu o conhecimento em três áreas que são: • Conhecimento físico (descoberta) é conhecimento das propriedades físicas de objetos e eventos (tamanho, forma, textura, peso e outras). • Conhecimento lógico-matemático (invenção): é o conhecimento construído a partir de pensar sobre as experiências com objetos e eventos. • Conhecimento social: é o conhecimento sobre o qual os grupos sociais ou culturas chegam a um acordo por convenção. Portanto Jean Piaget acredita que a criança aprende a partir de suas reflexões com o objeto de seu conhecimento. A socialização vai evoluindo à medida que a personalidade vai construindo-se, isso pressupõe entender que a criança é capaz de criar, recriar e experimentar de forma autônoma, impulsionando seu próprio desenvolvimento.

 1.1.1.1 Lev Vygotsky.

 Para Vygotsky, o homem possui natureza social visto que nasce em um ambiente carregado de valores culturais, na ausência do outro, o homem não se faz homem. Partindo desse pressuposto, Vygotsky criou uma teoria de desenvolvimento da inteligência, na qual afirma que o conhecimento é sempre intermediado. Dessa feita, a convivência social é fundamental para transformar o homem de ser biológico a ser humano social, e a aprendizagem que brota nas relações sociais ajuda a construir os conhecimentos que darão suporte ao desenvolvimento mental. Segundo o autor, a criança nasce apenas com funções psicológicas elementares e, a partir do aprendizado da cultura estas funções transformam-se em funções psicológicas superiores. Entretanto, essa evolução não se dá de forma imediata e direta, as informações recebidas do meio social são intermediadas, de forma explícita ou não, pelas pessoas que interagem com as crianças. É essa intermediação que dá às informações um caráter valorativo e significados sociais e históricos. Segundo Marta Kohl de Oliveira (1992, p. 24) As concepções de Vygotsky sobre o funcionamento do cérebro humano fundamentam-se em sua ideia de que as funções psicológicas superiores são construídas ao longo da história social do homem. Na sua relação com o mundo, mediada pelos instrumentos e símbolos desenvolvidos culturalmente, o ser humano cria as formas de ação que o distinguem de outros animais. (MARTA KOHL DE OLIVEIRA, 1992, p. 24). Para Vygotsky, a aprendizagem é um processo contínuo e a educação é caracterizada por saltos qualitativos de um nível de aprendizagem a outro. “a aprendizagem desperta processos internos de desenvolvimento que somente podem ocorrer quando o indivíduo interage com outras pessoas”. Daí, a importância das relações sociais e da cultura, como produto dessas relações, no desenvolvimento intelectual da criança. Para explicar o processo de aprendizagem, Vygotsky desenvolveu os conceitos de desenvolvimento potencial e mediador, desenvolvimento real e desenvolvimento proximal. Zona de desenvolvimento potencial ou mediador: • A zona de desenvolvimento potencial ou mediador é toda atividade ou conhecimento que a criança ainda não domina, mas que se espera que ela seja capaz de saber ou realizar, independentemente de sua etnia, religião ou cultura. Zona de desenvolvimento real: • A zona de desenvolvimento real é caracterizada por tudo aquilo que a criança já é capaz de realizar sozinha. Nessa zona está pressuposto que a criança já tenha conhecimentos prévios sobre as atividades que realizam. Zona de desenvolvimento proximal: • A zona de desenvolvimento proximal é a distância entre o que a criança já pode realizar sozinha e aquilo que ela somente é capaz de desenvolver com o auxílio de alguém. Na zona de desenvolvimento proximal, o aspecto fundamental é a realização de atividades com o auxílio de um mediador. Em razão de que essa é a zona cooperativa do conhecimento. O mediador ajuda a criança a concretizar o desenvolvimento que está próximo, ou seja, ajuda a transformar o desenvolvimento potencial em desenvolvimento real. Uma vez que Vygotsky entende o homem como um ser social, a interferência de outras pessoas pais, professores, colegas é um aspecto fundamental para o desenvolvimento da criança. Nesse processo o professor deve ser o estimulador da zona de desenvolvimento proximal.

 2 A LEITURA E A ESCOLA

 2.1 LEITURAS EM SALA DE AULA

Escrever e ler são duas atividades da alfabetização, conduzidas mais ou menos paralelamente. Ensina-se a ler e escrever letras, famílias silábicas, palavras, frases e textos. Na prática do ano escolar, se dá muito mais ênfase à escrita do que a leitura. Exige-se muito mais do aluno com relação à escrita do que com relação à leitura. Isso se deve ao fato de a escola saber avaliar mais facilmente os acertos e erros de escrita e não saber muito bem o que o aluno faz quando lê, sobretudo quando ele lê em silêncio. E a escola tem a mania de querer controlar tudo, o privilégio da escrita sobre a leitura na escola se deve a essa maior facilidade de avaliação escolar. Porém, ler, principalmente nos primeiros anos da escola, se torna uma atividade tão importante quanto a produção espontânea de texto, ou talvez até mais importante. No mundo em que vivemos é muito mais importante ler do que escrever. Muitas pessoas alfabetizadas vivem praticando sem escrever, mas não sem ler. Ainda mais, há muitos analfabetos de escrita que não são analfabetos de leitura. Sobretudo pessoas que vivem na cidade precisam saber ler pelo menos placas de ônibus, números, nomes, etiquetas, documentos, etc. Dados os problemas sérios de repetição e evasão escolar seria bom que a escola se preocupasse menos com a escrita, especialmente com a ortografia e desse maior ênfase à leitura desde a alfabetização. Será que se pode aprender a ler antes de aprender escrever? Será que se pode aprender a ler sem aprender a escrever? Sem dúvida, aliás, aprender a ler é mais fácil do que aprender a escrever. Uma criança pode começar ouvindo histórias, aprendendo a decifrar os sons das letras (no seu dialeto ou na escola), em diversos contextos (palavras diferentes) e se pôr a ler pequenos textos de cujo conteúdo já tem conhecimento (já ouviu) ou que sabe de cor, como: canções, provérbios, adivinhações, etc. Se esse tipo de atividade for intensificado, a criança passa a ter outro tipo de contato com a escrita, que não é simplesmente um jogo de montar e desmontar sílabas e palavras. Terá a vantagem de adquirir uma visão mais real do que escrita, o que lhe facilitará o aprendizado da própria forma ortográfica. Aprendendo os primeiros segredos da leitura, as crianças ficam ávidas (desejo pelo saber) por ler e, na grande maioria dos casos, frustram-se pela falta de material de leitura. É preciso repousar esses procedimentos em relação à escrita e a leitura na escola,dando um lugar de maior prestígio á leitura desde o início do processo de alfabetização. Uma criança que aprende a ler toma velocidade no aprendizado do primeiro ano de escolaridade. Um aluno que não lê aprenderá o restante de sua aprendizagem com dificuldades e poderá passar a ter uma relação delicada com a escrita, não entendendo muito bem como funciona a mesma. Leffa (1996, p. 10) descreve: “a verdadeira leitura só é possível quando se tem um conhecimento prévio, pois não lemos apenas as palavras escritas, mas também o próprio mundo que nos cerca”. Na escola a leitura serve não só para se aprender a ler, como para aprender outras coisas, lendo. Serve ainda para se ensinar e treinar a pronúncia dos alunos no dialeto padrão e em outros. A leitura é uma maneira de se aprender o que é escrever e qual a forma ortográfica das palavras. Para conseguir esses objetivos da leitura é preciso planejar as atividades de tal modo que se possa realizar o que se pretende. A leitura não pode ser uma atividade secundária na sala de aula ou na vida, uma atividade para a qual o professor e a escola não dedicam mais que uns míseros minutos na ância de retomar os problemas da escrita, julgando mais importantes. Há um descaso enorme pela leitura pelos textos, pela programação dessa atividade na escola, no entanto a leitura deveria ser a maior herança legada pela escola aos alunos, pois ela, e não a escrita, será a fonte perene de educação, com ou sem escola. A leitura é uma atividade permanente do ser humano, uma habilidade a ser adquirida desde cedo e treinada de várias formas. Lê-se para entender e conhecer, para sonhar viajar na imaginação, por prazer ou curiosidade. Lê-se para questionar e resolver problemas. O indivíduo que lê participa de forma efetiva na construção e reconstrução da sociedade e de si mesmo, enquanto ser humano na sua totalidade. Uma atividade rica e prazerosa em sala de aula é a hora do conto, proporcionando ao educando a oportunidade com mais clareza construindo um conhecimento amplo, valorizando e respeitando a individualidade e as diferenças de cada um. A leitura, assim como a escrita, possibilita ao aluno uma efetiva participação social. Na hora do conto o professor poderá trabalhar com os alunos vários interesses de leitura como: história de encantamento e fadas, poemas e versos, cartas enigmáticas, charadas, trava língua, histórias em quadrinhos, histórias de aventuras, narrativas de viagens, explorações, invenções, situações do cotidiano infantil, teatro de fantoches, produção de textos sobre vários temas, interpretação de textos, etc. Com o objetivo de desenvolver o gosto pela leitura valorizando a versatilidade dos alunos nas atividades propostas pelo professor, proporcionando um ambiente agradável que possa levá-los a perceberem a importância do livro em suas vidas. A formação desse leitor depende de uma prática plural e intensa de organização em torno de textos representativos das diversidades de gêneros que circula no espaço social em que o aluno está inscrito e é chamar, desempenhar-se como cidadão (SILVA, 1988). A contação de histórias no âmbito da sala de aula é um dos recursos que estão à mão do professor para fazer que seus alunos se aproximem do mundo da leitura. Para contar uma boa história é preciso escolhê-la com o intuito de aguçar curiosidade da criança causando-lhe expectativas, que seja bem construída que apresentem conflitos bem delineados e soluções que propiciem a identificação da história contada. O professor deve dominar o texto, Lê-lo muitas vezes para compreendê-lo e deve conter: introdução, desenvolvimento, clímax e desfecho. A duração da aula de contação de histórias deve ter 20 minutos e as atividades deve completar no máximo 50 minutos. Podem-se utilizar vários recursos como: livros de vários gêneros, fantoche, deboches, dramatizações, teatro, vídeo, DVDs, CDs, rádio, materiais recicláveis, pinturas, recortes, colagens, etc. Neste enfoque a hora do conto vem acrescentar ao professor um recurso valioso para seu aluno, valorizando a sua capacidade de ler e interpretar textos variados motivando-o cada vez mais a mergulhar no mundo da imaginação, da aventura e do conhecimento, percebendo assim a importância do ato de ler. Para Richard Bamberg (1987, p. 92-93).

As condições necessárias ao desenvolvimento de hábitos positivos de leitura incluem oportunidades para ler de todas as formas possíveis: o livro de bolso, a formação da biblioteca, a biblioteca da sala de aula, e da escola, a biblioteca pública. Para induzir a leitura são necessários vários métodos e medidas especiais como: a leitura individualizada na sala de aula e a leitura em discussão em grupo (RICHARD BAMBERG, 1987, p. 92, 93).

 A leitura é algo que deve ser estimulado diariamente pelo professor, pela escola e pela família do educando. Trabalhar com leitura na escola é promover a aprendizagem que sirva para a construção de sujeitos que simplesmente não pertençam a uma sociedade, porém a questiona e a transforma. Para elaborar um trabalho de leitura em sala de aula o professor deve planejar seus objetivos a serem alcançados estimulando o interesse de seus alunos. O professor tem o poder de influenciar o olhar do aluno, direcionando leituras. É dessa forma que ao ler algo interessante o educando adquire confiança em relação aos grandes autores, em suas narrativas de aventuras, histórias enigmáticas, de suspense, onde cada capítulo da história fica mais interessante. O aluno através da sua imaginação projeta imagens como se estivesse vivenciando a história. Segundo Ezequiel Theodoro da Silva (1988, p. 102). Recuperar o significado da leitura da palavra no meio escolar, transformando as condições de sua realização, não é tarefa das mais fáceis, pois envolve toda uma história de carências acumuladas e extremamente complexas. A leitura vai depender de certas condições para ser efetuada entre outras, o preparo do professor, e a formação de acervos específicos (EZEQUIEL THEODORO DA SILVA, 1988, P. 102). O livro pode ser considerado como um precioso recurso de ensino. No entanto, não é tão popular como o giz, o quadro negro, o lápis e o caderno. É grande o número de livros editados, com e inúmeros títulos diferentes que poderiam ser bem utilizados, concorrem pera a melhoria da qualidade de ensino. Porém, o professor ainda se depara com uma grande deficiência em relação à leitura por motivos culturais ou econômicos, tendo que trabalhar com grande afinco para recuperar o hábito de leitura em seus alunos. A leitura é algo mágico, enquanto processo de descoberta de um universo desconhecido e maravilhoso.

 2.1.1 Aquisição da Leitura e Suas Dificuldades.

A leitura é o próprio ato de ver na sua concretude ou representado por meio da escrita, do som, da arte, dos cheiros. A leitura é uma experiência cotidiana e pessoal. Minha leitura é só minha incapaz de ser a do outro... A convergência total neste ponto inexiste, e é ai que se encontra o grande encanto da leitura, recheada de tantos outros, mas tão única para um só. Por meio da leitura e de uma visão de mundo, consegue-se o domínio da palavra. Por meio da palavra, trocam-se ideias e conhecimentos, sendo possível entender o mundo que nos cerca. Através da história de vida da criança é possível resgatar lembranças... Resgatando lembranças, volta-se no tempo. Ao voltar-se no tempo, entendem-se as raízes que fazem parte da cultura, essa cultura e a base da formação de cidadãos críticos e conscientes de seus atos. Sendo assim, é impossível separar corpo e mente, torna-se evidente a incoerência na seguimentação do conhecimento. A experiência permite o avanço do conhecimento e, assim, a visão de mundo. Nada está estático, nada é absoluto, as verdades se constroem e se reconstroem ao longo da vida, a verdade está dentro dos olhos de quem a vê, no coração de quem a sente e na mente que reflete sobre ela. Assim tudo é uma coisa só. Ler é estar conectado com a leitura do outro, é entender que sem o outro o seu ponto de vista é só um ponto de vista. Por leitura se entende toda manifestação linguística que uma pessoa realiza para recuperar um pensamento formulado por outra e colocado em forma de escrita. Uma leitura pode ser ouvida, vista ou falada. Assim, há necessidade também de leitura áudio visual, para que o indivíduo conviva socialmente e amplie os seus conhecimentos. A leitura na opinião de Orlando Morais (1997). A leitura envolve em primeiro lugar a identificação dos símbolos impressos (letras e palavras) e o relacionamento destes com os seus respectivos sons. Em que no início do processo de aprendizagem da leitura, a criança deverá diferenciar visualmente cada letra impressa, percebendo e relacionando este símbolo gráfico com seu correspondente sonoro. Quando a criança entra em contato com as palavras, deve então diferenciar visualmente cada letra que forma a palavra, associando-a ao seu respectivo som para a formação de uma unidade linguística significativa (ORLANDO MORAES, 1997). Pode-se considerar então que uma criança lê, quando entende o que o texto retrata. Pois quando está apenas decodificando e não compreende não se pode afirmar que houve leitura. Um texto escrito pode ser decifrado e decodificado por alguém que traduz o escrito numa realização de fala. Esse tipo de leitura ocorre mais nos primeiros anos de escola. A leitura oral é feita não somente por quem lê, mas pode ser dirigida a outras pessoas, que também (leem) o texto ouvindo-o. Os primeiros contatos das crianças com a leitura ocorrem desse modo. Os adultos leem histórias para elas. Ouvir histórias é uma forma de ler. A diferença em ouvir a fala e ouvir a leitura está em que a fala é produzida espontaneamente, ao passo que a leitura é baseada num texto escrito, que tem características próprias diferentes da fala espontânea. Ouvir uma leitura equivale a ler com os olhos, a única diferença reside no canal pelo qual a leitura é conduzida do texto ao cérebro de quem lê. A escrita, sem a imagem, permite que o leitor imagine e crie um mundo fantástico, próprio para si, onde as personagens ganham a forma que ele deseja e sente. Outro leitor, a partir da mesma leitura criará outro mundo. Certamente haverá muitas coisas em comum, mas a criação individual, nesse caso, tem um papel decisivo. O ato de ler amplia o conhecimento linguístico, possibilitando um leque muito maior de reflexões e argumentações frente as problemáticas presentes na sociedade contemporânea. A prática de leitura se faz presente em nossa vida desde o momento em que começamos a “compreender o mundo a nossa volta”, no constante desejo de decifrar e interpretar o sentido das coisas que nos cercam, de perceber o mundo sob diversas perspectivas de relacionar a realidade funcional com a que vivemos, no contato com um livro enfim, em todos esses casos de certa forma, lendo embora muitas vezes não se dando conta da leitura. Ler é questionar o mundo a ser questionado por ele, numa definição bastante feliz de Jean Foucambert (1998).

Está nesta troca, entre o sujeito e tudo que está fora dele, o núcleo mais essencial da leitura enquanto ato social, não apenas enquanto aprendizagem de um código. Por isso ler é encontrar algumas respostas para os problemas da vida, é descobrir que o mundo e o homem podem ser diferentes. E, por isso, estar apto a mudanças, equipando a realizar uma trajetória de desafios ao historicamente estabelecido. É ter a capacidade de propor utopias de persegui-las (JEAN FOUCAMBERT, 1988)

Toda vez que percebemos a identificação do leitor com situações, sentimentos e personagens vivencia-se o poder de expressar o ser humano que o texto literário por natureza, contém. É por isso que o leitor alimenta o seu imaginário ao interagir com as construções literárias, inventadas a partir do real. A partir deste pensamento, pode-se começar a refletir sobre o relacionamento leitor-texto desse modo, a leitura se configura como um poderoso e essencial instrumento para a sobrevivência do homem é um imã que atrai e prende o leitor numa relação de amor e da qual ele, por sua vez não deseja desprender-se. Quando pensamos em leitura, também pensamos nas dificuldades em realizá-las pelos alunos. É de suma importância que o professor lide com esta situação enquanto mediador do conhecimento e ter a consciência de que as dificuldades apresentadas na leitura estão intensamente ligadas aos desenvolvimentos das habilidades na escrita provenientes de alterações ou erros de sintaxe, estruturação, organização de parágrafos, pontuação bem como todos os elementos necessários para a compreensão do texto. Segundo Gregg (1992) estes transtornos podem ser gramaticais, fonológico e viso espaciais, ocorrendo: substituições, omissões ou adições de (preposições, conjunções, verbos...) troca de fonemas, confusões de letras, ou inversões das mesmas. Podemos recolher um vasto material para análise através de atividade como, cópia, ditado, escrita espontânea, visando não só a avaliação mais a intervenção para solucionar as alterações disgráfica, por exemplo, no ditado a palavra falada se transforma em escrita, primeiro ocorrerá uma análise acústica dos sons relacionando os fonemas com as palavras, depois há sistema semântico, ou seja, a extração do sentido da palavra. Os professores podem utilizar em sala de aula cópia de letras, maiúsculas e minúsculas a escrita através do espelho, atividades de soletração, como alunos que confundem as formas das letras e invertem (p,d,q,b etc) aprendizagem de regras (fonemas x grafemas) além de proporcionar estratégias adequadas de memorização, então estas disgrafias serão superadas gradualmente. A escrita como a leitura é uma conquista para todos, em razão de que a expressão verbal é uma criatividade que passa sentimentos, pensamentos e sensações para as palavras, ou seja, sua auto expressão, sua capacidade de imaginação ao elaborar um texto de grande expressividade, tendo coerência nos seus relatos perante os personagens.

 2.1.1.1 A Leitura e a Prática do Professor.

Quando o objetivo é ler para os alunos buscando garantir a semelhança com as situações sociais em que faz sentido, ler para outras pessoas, é importante que o professor siga alguns critérios como: • O professor deve sempre explicar os motivos pelos quais deseja compartilhar a leitura aos seus alunos, porque o texto trata de uma questão interessante, porque conta uma linda história, porque é atual, porque está relacionado com o tema que se está trabalhando, porque está bem escrito, porque é original, porque é divertido, porque ajuda a classe a resolver um problema ou uma questão com a qual esteja envolvido. • Demonstre que a qualidade do texto é o que motivou a sua escolha como algo que vale a pena ser lido, porque é interessante, instigante, intrigante ou emocionante... • Em se tratando de textos literários evite escolher aqueles em que “o didático”- a interação de transmitir um ensinamento moral, por exemplo – supere a qualidade literária em que o texto é utilizado principalmente como um pretexto para ensinar algum conteúdo escolar. • Em se tratando de gêneros informativos, evite escolher textos com informações banalizadas, incompletas, distorcidas, simplificadas, supostamente escritas para um público infantil. • Compartilhe com os alunos seu próprio comportamento de leitor experiente, mostrando-se interessado, surpreso, emocionado ou entusiasmado com o texto escolhido – relendo certos trechos sempre que valha a pena ou seja necessário, com a passagem mais surpreendente da história, a parte mais complexa do texto, a questão central da notícia, entre outras possibilidades. • Opine sobre o que leu, coloque seus pontos de vista aos alunos e convide-os sempre a fazer o mesmo – quer dizer, haja como qualquer leitor “de verdade”. • Ajude os alunos a descobrirem significado do texto a partir do contexto, em vez de ficar explicando a toda hora as palavras que considera difícil. • Ofereça elementos contextuais que conferem sentido à leitura e favoreçam a antecipação do que o texto diz isto se dá quando o professor comunica aos alunos onde e como encontrou o texto. • O professor deve mostrar ao portador do texto: se é um livro, mostrar a capa na qual lê os dados (título, autor, editor): se é um jornal, faz referência à seção na qual o texto aparece, procurando-a diante deles: se é uma carta, diz como chegou às suas mãos e aquém está dirigida etc. • Ofereça informações complementares sobre o texto, o autor, o portador, se o que vai ler é um conto ou um poema, lê também partes do prólogo do livro ou conta dado biográficos do autor, se é uma notícia, faz referência a outras notícias parecidas, se é um texto de uma enciclopédia, pode investigar o que os alunos já sabem sobre o tema.
 Como afirma Maria Bernadete Abaurre (1998 p. 5-26).

Se o objetivo do trabalho com a leitura de textos é a constituição de leitores com uma gama variada de habilidades de leitura, de leitores capazes de ler para informar, para estudar e entender o ponto de vista de um autor, para compara-lo como o de outros autores, para buscar e construir novos conhecimentos, para fluir, apreciar e refletir sobre o conteúdo, a estrutura textual ou os recursos de linguagem utilizados, para relacionar o texto lido com outros, para criticar aspectos do texto ou da realidade que retrata etc., o aluno deve ser exposto a textos reais (e não artificialmente construídos para enfatizarem “um problema de ordem gramática” ou “temático”) (MARIA BERNADETE ABAURRE, 1998, p. 5-26)
Enfim, para que o professor possa saber quais é a melhor forma de trazer a leitura para dentro da sua sala de aula como algo atraente, interessante, talvez o critério mais eficaz seja o seguinte: agir com seus alunos como gostaria que seus professores tivessem agido com eles próprios para ajudá-los a serem leitores interessados e dispostos a “enfrentar” qualquer tipo de texto. Para que a instituição escolar cumpra sua missão de comunicar a leitura como prática social, mais uma vez parece imprescindível atenuar a linha divisória que separa as funções dos participantes na situação didática. Para comunicar às crianças os comportamentos que são típicos do leitor é necessário que o professor os encarne na aula que ofereça a elas a oportunidade de participar de atos de leitura que ele próprio está realizando que estabeleça com elas uma relação de “leitor para leitor”. Ninguém aprende a gostar de livros apenas ouvindo falar de livros ou vendo de longe transformado numa prateleira. É necessário que as crianças peguem e manipule o ingrediente “livro” leia o que está escrito dentro dele para sentir o gosto e verificar se essa atitude tem ou poderá ter aplicação prática em seu contexto de vida (SILVA, 1998). A escola deve ter uma preocupação cada vez maior com a formação de leitores, ou seja, a escola deve direcionar o seu trabalho para a prática do professor, cujo objetivo não seja apenas o ensino de leitura em si, mas desenvolver nos alunos a capacidade de fazer uso da leitura (como também da escrita) para enfrentar os desafios da vida em sociedade e a partir do conhecimento adquirido com essa prática e com suas experiências, continuar o processo do aprendizado e ter um bom desempenho na sociedade ao longo da vida. Segundo Paulo Freire (1989) “leitura do mundo” “precede a leitura da palavra, ou seja, a compreensão do texto se dá a partir de uma leitura crítica percebendo a relação entre o texto e o contexto”. Freire nos remete a prática do professor em sala de aula, tornando a mesma em um espaço vivo de narrativas e de pesquisas sobre a linguagem oral e escrita, logo percebemos que a leitura é um processo interativo como afirma Leonardo Boff: cada um lê com os olhos que tem. E interpreta onde os pés pisam. Todo ponto de vista é a vista de um ponto. Para entender o que alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e qual é a sua visão de mundo. Isto faz da leitura sempre uma releitura [...] sendo assim fica evidente que cada leitor é coautor. Mesmo sendo o livro um dos principais recursos do professor, ele se depara com uma nova realidade em sala de aula, sobre o uso das novas tecnologias em educação. Quando se fala em recursos tecnológicos, pensa-se logo na televisão, no telefone e, principalmente, no computador. Mas em se tratando de educação qualquer meio de comunicação que completa a ação do professor é uma ferramenta tecnológica na busca da qualidade do processo de ensino-aprendizagem. Exemplos disso são: o quadro negro e o giz, umas das ferramentas mais antigas e mais usadas na sala de aula. A internet é a nova tecnologia que tem se mostrado eficiente nas transmissões de informações e na comunicação, importantíssima na construção do conhecimento. Por meio dela é possível fazer os mais diversos tipos de pesquisas, ter acessos a conteúdos completos de livros, revistas, jornais bem como comunicar-se com o mundo adquirindo informações em tempo real bem próximo à comunicação face a face. Mediada através do computador uma potente ferramenta que proporciona inúmeras formas de uso na educação, mesmo sem o uso da rede mundial de computadores a internet propicia o rompimento da barreira do tempo e do espaço nos mais variados seguimentos. As tecnologias sempre existiram, mesmo que não reconhecidas por essa nomenclatura. Elas são as ferramentas que são utilizadas para solucionar da melhor forma, questões as quais levariam talvez muito tempo para resolvê-las, tornando mais prático e confortável o processo de execução das novas atividades diárias. As novas tecnologias estão em todo e qualquer lugar, sejam em fábricas ou nas demais empresas dos mais diversos seguimentos, não ficando de fora, é claro, o setor educacional e, influenciado no processo de ensino-aprendizagem. Sabemos que essas ferramentas vêm a facilitar a forma do trabalho dentro e fora das escolas, o que não quer dizer que essa facilidade seja vista por todos com bons olhos, pois, há uma grande quantidade de profissionais da educação principalmente professores que não aceitam as novas tecnologias como instrumento transformador na sua prática pedagógica. Essa rejeição muitas vezes se dá devido à falta de conhecimento por parte desses profissionais, sobre a forma como utilizá-las para adquirir praticidade no processo de ensino aprendizagem. Se as novas tecnologias educacionais não são usadas torna cada vez mais difícil o processo de inclusão digital tão discutido e esperado. O que não quer dizer que o uso desordenado dessas tecnologias será bem aproveitado, pois o que importa é saber usá-las e não apenas usá-las. Como afirma Kenski (2006, p.215). As tecnologias garantem às escolas a capacidade de se abrirem e oferecerem educação para todos. Indistintamente em qualquer lugar a qualquer tempo. O uso intensivo das mais novas tecnologias digitais e das redes transforma as dimensões da educação e coloca a escola, no “tamanho do mundo”, em termos econômicos, essa escola é cara. Exige investimento maciço em equipamentos, pesquisas permanentes e o uso intensivo de vários tipos de tecnologias, programas e softwares. Precisa de equipes técnicas muito bem treinadas para o desenvolvimento e manutenção de equipamentos e para apoio e treinamento da equipe pedagógica e administrativa. E tudo isso só não basta (KENSKI, 2006, p. 215) O professor deve estar habilitado para trabalhar em diferentes contextos, tendo em vista as diversificadas oportunidades, as quais o público escolar está inserido. Não basta apenas a escola disponibilizar novas mídias se seus professores não estão capacitados para usá-las, pois muitas vezes os alunos dominam as máquinas mais que seus docentes. Os professores devem buscar uma formação continuada, dessa forma se atualizam frente ao avanço tecnológico que surge a cada dia, que associado no seu ambiente de trabalho proporciona uma fonte inesgotável de pesquisa, conhecimento e aprendizado, tornando suas aulas mais criativas e agradáveis, com a realidade do público escolar. Dessa forma surge um novo papel para o docente para todo o processo de ensino aprendizagem. Levando em conta a importância de um projeto pedagógico diferenciado, envolvendo a inclusão digital, faz-se necessário que os professores tenham uma formação vinculada às práticas escolares e tecnológicas, assim como é fundamental que as escolas incentivem seus docentes a aplicá-las.

 3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS E ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS

 3.1. PESQUISA DE CAMPO.

Tomando por base as dificuldades que os alunos do 3º ano do Ensino Fundamental apresentam na leitura em sala de aula, foi elaborada uma pesquisa em forma de questionário aos professores regentes de uma escola rural do Município de Tamarana para averiguar a opinião dos mesmos sobre as dificuldades que os alunos enfrentam na leitura. No intuito de que a leitura não está dissociada a escrita, em razão de que ambas caminham juntas no sentido de auxiliar o educando em seu ensino-aprendizagem. Na referente pesquisa foram entrevistados 03 professores regentes dessa escola com 3 perguntas cada um, visando o melhor entendimento da aprendizagem da leitura. A pesquisa teve o objetivo de questionar sobre as dificuldades que os alunos enfrentam para chegar à escola, o trajeto que fazem todos os dias, saindo cedo de suas casas para pegarem o ônibus e enfrentar a distância sempre por estrada de chão batido nem sempre bem conservado, principalmente em período chuvoso. Em virtude de morarem em assentamentos ou sítios no município de Tamarana onde, a escola é o único espaço para o desenvolvimento da leitura, veremos nas respostas dessa pesquisa a preocupação dos professores em relação dos alunos, sempre buscando a melhor alternativa para estimular a leitura em sala de aula, utilizando a hora do conto para empréstimo de livros. Em seguida, são analisados os dados coletados da pesquisa e feita a discussão dos mesmos através de uma tabela considerando as respostas dos professores referente às dificuldades dos alunos em interpretar a leitura e a escrita.

 3.1.1 Análise da Pesquisa de Campo.

Nesta pesquisa verificou-se que os professores foram unânimes ao afirmarem que o trajeto que os alunos percorrem de ônibus para chegarem à escola interfere na aprendizagem em função das estradas serem mal conservadas e a dificuldade aumenta no período chuvoso. Em relação a segunda pergunta os professores também foram unânimes em dizer que tanto a leitura quanto a escrita se complementam no aprendizado do aluno. Na terceira pergunta os professores citaram o projeto oficina de leitura onde é desenvolvida a hora do conto na qual auxilia a leitura na sala de aula e o empréstimo de livros da biblioteca pelos alunos da escola uma vez por semana para que a família também participe da leitura.

 3.1.2 Análise e Discussão das Intervenções.

As atividades realizadas pelos alunos são de grande importância para a conclusão do estudo e da problematização que foi citada neste trabalho. A intervenção em leitura e escrita abrange várias atividades que permite á mediação do professor quanto ao entendimento do aluno em desenvolver a linguagem oral e escrita. Foram aplicadas várias atividades em sala de aula como: interpretação de texto intitulado Os Carneirinhos no Céu, onde os alunos fizeram a leitura individual em seguida realizou-se as atividades propostas pelo professor, com perguntas sobre o texto, pesquisando no dicionário as palavras mais difíceis e o estudo da gramática referente a pontuação. Nesta intervenção alguns alunos tiveram dificuldades na classificação das palavras quanto a quantidade de sílabas. Após a correção foi explicado pelo professor como identificar a palavra quanto ao número de sílabas e sua classificação para que o aluno entenda esse processo. Na produção de texto foi entregue uma folha sulfite para os alunos com uma figura de um menino em uma árvore apreciando um passarinho cantor, para que os alunos fizessem a narrativa da história, a partir dessa figura os alunos fizeram sua produção de texto individual, com texto informativo foi realizado um debate e outra produção de texto compartilhada pelos alunos. Após a escrita dos alunos, o professor pede que estes leiam suas produções de texto e verifiquem os erros de escrita, juntamente com a mediação do professor os alunos identificam as palavras erradas em questão. Nestas produções de textos verificou-se que algumas palavras não estavam escritas corretamente. Na atividade história escondida, além do aluno ler palavras associadas ao desenho, interpreta e escreve ao mesmo tempo, faz uma pequena produção de texto ao decifrar os códigos. A intervenção está na correção onde o aluno percebe que deve adicionar ou subtrair as palavras em relação aos desenhos. O caça palavras e a cruzadinha são atividades interessantes como também as histórias em quadrinhos no desenvolvimento da leitura. A intervenção neste caso é ortográfica estimulando o aluno a ler e escrever decifrando as charadas para preencher as lacunas da cruzadinha. Na parlenda os alunos leram as palavras que estão faltando e as completa e no diagrama ele identifica os símbolos com as sílabas ou letras para formar as palavras. No ditado o professor utiliza palavras com s com som de z. a intervenção nestas três atividades foi de valor ortográfico para verificar como o aluno raciocina na sua interpretação ao ouvir a palavra e projetá-la no papel e como o aluno faz suas hipóteses ao ler e escrever o que produziu. Os jogos também se tornaram um recurso importante para estimular o raciocínio do aluno em leitura. Esses jogos em sala de aula enfocam um conteúdo específico e objetivo que o professor pretende alcançar, ou seja, utilizar sua criatividade proporcionando experiências únicas aos alunos ao realizarem esses jogos tendo o interesse pela educação. Nesta atividade o professor utiliza dominó de personagens em quadrinhos e pede para que escreva em seu caderno o nome de cada personagem e façam a leitura dos mesmos para uma melhor compreensão do jogo.

 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao realizar este estudo sobre as dificuldades de leitura em sala de aula, buscou-se entender em primeiro lugar teorias de aprendizagens com a colaboração dos teóricos em educação e suas explicações sobre como a criança pensa, age, aprende e se expressa. A escola ao propiciar a aquisição da leitura e escrita, permite que os alunos interajam com outros alunos participando da cultura e da vida escolar, juntamente com seus familiares e com a comunidade em que vivem. Os objetivos foram alcançados, em razão de que os alunos puderam refletir sobre o uso da leitura e da escrita no seu dia a dia, percebendo que ler é fundamental para a compreensão da escrita, estabelecendo normas de escrita e leitura, para a construção textual na interpretação de texto e na identificação das informações contidas no mesmo. As dificuldades encontradas ao longo deste estudo foram várias, houve dificuldade em elaborar uma boa pesquisa bibliográfica e também na pesquisa de campo, nada que pudesse atrapalhar a realização deste trabalho. Ao longo deste trabalho, realizou-se as expectativas esperadas, com relação a leitura e a escrita dentro deste contexto. Na pesquisa de campo superou as expectativas pelo contato com os alunos em vivenciar suas dificuldades e seu aprendizado.

 REFERÊNCIAS

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 ANEXOS

 ANEXO A:

Questionário da Pesquisa de Campo Perguntas Professor Resposta O trajeto que o aluno percorre interfere na sua aprendizagem? 1º - Professor Sim, a maioria deles mora muito longe, já chegam cansados, e sem muito ânimo para a aprendizagem. 2º - Professor Não, os alunos já acostumaram a fazer esse trajeto, para eles em minha opinião é normal. 3º Professor Interfere e muito, principalmente na concentração da leitura em função do cansaço, muitos levam livros para casa para lê-los, demorando em entregá-los em razão de a estrada estar intransitável. Em sua opinião, o que é mais importante para o aluno, a leitura ou a escrita? Por quê? 1º Professor As duas são importantes, por que uma está interligada a outra, o aluno lendo é mais fácil para escrever. 2º Professor Tanto a leitura como a escrita é importante, porque é a base do aprendizado do aluno 3º Professor As duas são importantes, porque uma complementa a outra. Existe algum projeto na escola que auxiliem os alunos na leitura? 1º Professor Existe o projeto Oficina de Leitura onde é desenvolvida a hora do conto. 2º Professor A hora do conto auxilia e muito no desenvolvimento da leitura em sala de aula. 3º Professor A hora do conto é muito importante, auxiliando na leitura em sala de aula e no empréstimo de livros para os alunos através da biblioteca da escola uma vez por semana.

 ANEXO B:

Atividades Realisadas Pelos Alunos Na Intervenção. As palavras sublinhadas nesta produção de texto foram corrigidas juntamente com o aluno após a intervenção. Neste texto informativo foi realizado um debate com os alunos sobre o déficit educacional e falta de estímulo para a leitura. Os alunos leram o texto pelo menos duas vezes, foi discutido o conteúdo da história e depois fizeram a interpretação de texto. Este aluno após a correção da atividade teve algumas dificuldades no número de sílabas para a sua classificação. A partir da intervenção o aluno pode corrigir seus erros ortográfico. Nesta atividade o aluno teve que decifrar as perguntas e colocá-las na cruzadinha para realizá-la teve que fazer a leitura e utilizar a escrita e foram corrigido os erros ortográfico. No caça palavras o aluno teve que utilizar a leitura para identificar as palavras e colorindo-as. Nesta atividade o aluno teve que ler e escrever ao mesmo tempo, foram corrigidos os erros ortográficos. Esta atividade o aluno teve que associar letras, palavras, e símbolos para realizar a leitura e escrita. Os alunos fizeram a leitura e disseram o que eles mais gostaram da história. Este aluno ainda não consegue escrever com letra cursiva, a intervenção foi ortográfica. Nesta atividade os alunos identificaram os personagens do jogo, escreveram os mesmos no caderno e jogara os dominós. Este texto foi produzido como texto compartilhado e reestruturado da maneira correta onde parágrafos e pontuação foram corrigidos juntamente com os alunos.


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